Denominado também como a «castro da Santinha ou monte de castros», ergue-se a 195 metros acima do nível médio das águas do mar, e caracteriza-se por ser uma zona abundante em granito.
Foi uma zona habitacional durante os finais da Idade do Bronze, no século X AC, que se verificou a primeira ocupação efectiva do Monte da Santinhae mais tarde, em plena época Romana.
Daqui advêm importantes achados arqueológicos, já estudados, (Cunha:1943) e (Bettencourt:1995), entre eles cerâmicas, bronzes e vários objectos que testemunham a habitabilidade de outrora, justificada pela visibilidade que permite, pelo Vale do Cávado. Nas imediações deste local existiam bosques, compostos por árvores da floresta climática e ribeirinha (Amieiro, Amieiro-negro, Buxo, Freixo, Pinheiro Bravo, Sabugueiro e Salgueiro) e campos agrícolas (de trigo, milho miúdo, favas e Brassica).
Nas diversas fossas abertas na necrópole, aquando das escavações de 1993 e 1994, surguiram um grande número de sementes de cereais, crucíferas e leguminosas, a profusão de vasos cerâmicos de fabrico grosseiro, de grande e média dimensão, e os fraguementos de grandes moinhos manuais, que permitiram admitir que esta zona teria funcionado como área de armazenagem e transformação de produtos agrícolas. Foram ainda encontrados outro tipo de estruturas e de artefactos, nomeadamente pavimentos, um número reduzido de fossas, uma sepultura, espólio cerâmico e louça fina.
O conjunto de resultados obtidos nas escavações efectuadas, apesar de pouco exuberantes, tornam este povoado de grande importância para o estudo do povoamento dos finais da Idade do Bronze, na medida em que testemunham uma modalidade de ocupação do território até à data desconhecida - a ocupação de cabeços de baixa altitude conectados com grandes bacias fluviais.
"O Povoado da Santinha, Amares, Norte de Portugal, nos finais da Idade do Bronze" Ana M. S. Bettencourt 2001
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